Publicada: 20/06/2017 - 11:18:07

Gol bolinha é maioria no grid, mas Ka e Celta dominam na pista


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Carro mais vendido do Brasil em todos os tempos ocupa 12 vagas no grid, mas ficou fora dos três primeiros nas duas provas disputadas em Cascavel; conheça as principais características das máquinas do CBT 1600 que correm neste fim de semana em Curitiba pela segunda etapa da temporada.

O legal do Campeonato Brasileiro de Turismo 1600 é o fato de você ter certa intimidade com os carros em ação. Vai dizer que você nunca dirigiu ou andou de carona em um Gol bolinha, ou nunca viu algum amigo ganhar um Celtinha, Gol, Clio ou Ka quando fez 18 anos ou passou no vestibular? Se existe algo que virou parte da cultura do brasileiro é o famoso carro popular.

Entre os pilotos também existe essa intimidade - e isso acaba influenciando diretamente na escolha do carro. Muitos deles, inclusive, já chegaram a andar em todos os modelos possíveis - alguns já se apaixonaram na primeira saída de pista. Como cada carro tem muito detalhe, vamos mostrar a principal característica de cada um - com base no feedback dos próprios pilotos.

O preferido, se levarmos em consideração o quesito quantidade, é o Volkswagen Gol , vulgo "Gol bolinha", aquela versão que surgiu em 1994 e reinou absoluta em vendas. São nada menos que 12 carros no grid, entre eles o do sempre favorito Cesinha Bonilha. E ele não é preferido por ser um carro bonitinho: de mecânica fácil e performance eficiente, o Golzinho é o mais popular também nas pistas do Brasil. " Além de gostar de guiar o Gol, eu tenho um enorme estoque de peças para reposição na minha equipe, então é bem mais fácil de trabalhar ", comenta Cesinha Bonilha , um dos mestres da tração dianteira no cenário nacional.

Em segundo lugar vem o Ford Ka , o famoso Kazinho. Neste caso, temos o primeiro modelo, mais ovalado que rendia várias piadas politicamente incorretas nos dias de hoje sobre suas curvas, e a versão mais recente, mais "quadradinha", ocupando oito vagas. E é o mais regular de todos, com três carros entre os seis primeiros nas duas corridas - sendo um deles o de Daniel Kaefer, um dos destaques do grid. Das três marcas, a Ford tem o melhor motor, podendo ser até 20hp mais veloz que os outros. Na terceira posição vem o Ford Fiesta , com o modelo lançado no começo dos anos 2000 sendo o escolhido por quatro carros, com a velocidade sendo o ponto alto, assim como no Ka.

Escolhi a Ford pela força e resistência ", conta Larissa Cruzeiro , que divide um Ka com o pai, Rogério Cruzeiro , mas tem bastante conhecimento de causa: "J á corri de VW e GM e, em 2016, optamos pelo Ford, por ser um carro considerado "forte", em todos os sentidos, minha equipe foi campeã de ford e apartir dai todos da equipe hoje correm pela Ford. Não me arrependo! ", diz a piloto, que não nega estar completamente apaixonada pelo seu Kazinho.

Em seguida vem o Chevrolet Celta , o famoso Celtinha, com quatro carros - só que esses valeram quase que pelos 12 Golzinhos em Cascavel. Foi o carro da montadora da gravatinha que venceu as duas corridas no PR com Caús Júnior e ainda emplacaram um terceiro lugar na corrida 2. Considerado um carro muito bom de curva, tem velocidade similar ao do Gol. "Tem também uma tradição de família nessa escolha, aqui nós só usamos Chevrolet ", conta Caús, que mostra estar completamente integrado ao equipamento.

E varia de pista para pista. Por exemplo, por conta das características de Curitiba, a expectativa é de Ford e Volkswagen andarem mais que os Chevrolet - e isso nós vamos descobrir logo no primeiro treinos da sexta-feira.

Ou seja: por enquanto temos quatro marcas e cinco modelos envolvidos, mas essa lista pode aumentar e muito, uma vez que são permitidos carros fabricados no Mercosul desde 1995 de Chevrolet, Volkswagen, Ford, Fiat, Renault, Peugeot Citroen . Isso quer dizer que podemos ter aquele Uninho clássico (mas sem escada no teto), o bom e velho Corsinha, os Cliozinhos que dominaram a tração dianteira nos anos 2000, os modelos 207 e 307 da Peugeot e por aí vai! Quem sabe, né? Mas neste fim de semana, em Curitiba, a diversão está garantida com essa galera na segunda etapa da temporada 2016.

Confira abaixo a lista completa de quem corre em qual modelo:

 

Volkswagen Gol: 12 carros

Cesinha Bonilha (PR) 
Luis Guilherme Filgueiras (MG) 
Edson Bueno (PR) 
Odair dos Santos (PR) 
Diogo Freitas (BA) 
Renato Constantino (DF) 
Marcelo di Tripa (GO) 
Wanderson Freitas/Leandro Freitas (MG/MG) 
Marcelo Beux (PR) 
João Lemos (Portugal) 
Mário Garibaldi Filho (PR) 
Edson Massaro/Lorenzo Massaro (PR/PR)

Ford Ka: 7 carros

Daniel Kaefer (PR) 
Celio Vinicius (GO) 
Natan Sperafico (PR) 
Edson do Vale/Geovane Souza (GO/GO) 
Analino Sirtuli (RS) 
Gabriel Correa/Leandro Zandoná (GO/PR) 
Larissa Cruzeiro/Rogério Cruzeiro (GO/GO) 
Guilherme Sirtoli/Leônidas Fagundes (PR/PR)

Ford Fiesta: 4 carros

Vilmar Priviatelli (PR) 
Alexandre Souza (SP) 
Thiago Klein (PR) 
Wyllian Cezarotto (PR)

Chevrolet Celta: 4 carros

Caús Jr (PR) 
Paulo Bento/Caito Carvalho (PR/PR) 
Francisco Jr./Alexandre Seda (RJ/RJ) 
Felipe Carvalho (PR) 

Confira os horários da segunda etapa neste fim de semana em Curitiba:
 
Treino Livre 1 : sexta (23), 10h05 às 11h05
Treino Livre 2 : sexta (23), 13h00 às 13h30
Treino Livre 3 : sexta (23), 14h40 às 15h10
Tomada de tempos : sexta (23), 16h20 às 17h10
Corrida 1 : sábado (24), 9h40 (30 min + 1 volta)
Corrida 2 : sábado (24), 11h50 (30 min + 1 volta)
 
 
Sobre o Brasileiro de Turismo 1600
 
Após mais de 20 anos longe das pistas, o Brasileiro de Turismo foi ressuscitado por iniciativa da CBA e tem toda sua organização feita pela Scuderia JK Empreendimentos Automobilísticos, com o objetivo de retomar os tempos de glória dos anos 80 e 90, quando contou com pilotos do quilate de Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Toninho da Matta, Andreas Mattheis, Amadeu Rodrigues e Fabio Sotto Mayor, entre muitos outros.
 
O regulamento permite a presença de carros fabricados no Mercosul a partir de 1995 das fabricantes Chevrolet, Volkswagen, Ford, Fiat, Renault, Peugeot e Citroen adaptados para competição e que respeitem as características estéticas e mecânicas dos veículos, cujos motores precisam ter até 1.6L de capacidade cúbica. Com transmissões pela internet, o campeonato é dividido em três categorias (A, B e Master) e consiste de rodadas duplas com duração de 30 minutos mais uma volta.
 
 


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